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O que fazer depois do Ensino Médio ?

terça-feira, novembro 15, 2016 João Paulo Andrade Nascimento 0 Comentários



Um dos maiores desafios dos estudantes brasileiros que saem do ensino médio é escolher uma carreira que te traga satisfação. Pensando nesse problema o emtelequitoas resolveu dar algumas dicas sobre o que fazer após o término do ensino médio. Confiram abaixo algumas das perguntas mais comuns que são feitas por alunos que estão perto de sair do ensino médio, mas que ainda não sabem o que vão fazer daqui pra frente. 



Não consegui me decidir ainda sobre qual curso devo escolher. O que devo fazer?


Há algumas décadas atrás era comum que estudantes de alguns países como os Estados Unidos realizassem testes vocacionais para saber de fato a carreira que queriam seguir após o ensino médio. O problema é que nem sempre esse teste era preciso, o que levou muitos psicólogos a duvidarem da credibilidade do que de fato era vocação. Atrelado a isso, muitas pessoas começaram a descreditar essa ferramenta depois da teoria das inteligências múltiplas de um "emtelequitoa" chamado Howard Gardner, que criticava a divisão que era posta nos resultados dos testes vocacionais. 

Hoje em dia essas avaliações são pouco aplicadas em ambientes escolares. No entanto, se você tiver interesse em realizar um teste vocacional pra tentar criar um norte na hora de escolher um curso de nível superior, deixaremos alguns links que vocês podem visitar: 
 TESTE 1
Site que o fornece:
Guia da carreira
Link do teste:
Prós:
É um teste padrão de 15 questões que condiz com os moldes da polivalência e pode te ajudar a descobrir se você tem perfil investigativo e combina com cursos mais ligados ao espírito científico da pesquisa, da   análise e do desafio intelectual, ou se você é aquela pessoa mais ligada ao íntimo e ao emocional e procura um curso mais artístico ou subjetivo.
Contras:
Esse teste não aponta necessariamente um curso que combina com você, mas ele aponta um tipo de inteligência que é mais aflorada na sua personalidade. Portanto, talvez isso te deixe um pouco confuso caso não saiba tomar um norte a partir das suas habilidades.
Nota:
7.0

 TESTE 2

Site que o fornece:
Souvestibulando.com
Link do teste:
Prós:
O teste é rápido pois contém só 29 questões de dupla escolha. Seu resultado além de contemplar as habilidades em que você mais se identifica, também aponta uma lista com as possíveis profissões que você poderia escolher. 
Contras: 
Infelizmente as perguntas feitas nesse teste não são muito bem feitas e não possuem tanta relação assim com o resultado. 
Nota:  
8.0 

TESTE 3 

Site que o fornece: 
arealme
Link do teste: 
Prós:
As perguntas do teste são bem interessantes e além dele apontar alguns gráficos com as suas principais aptidões ele também te indica uma profissão que se adeque com seu perfil. 
Contras:
Os resultados não são tão precisos e as vezes você se frustra com alguns apontamentos apontados pelo programa.
Nota:
8,5



Se você não conseguiu se identificar com nenhum dos testes disponíveis, sugerimos que tente se basear através das atividades ou disciplinas em que você mais se destacou durante o ensino médio. É importante lembrar que o talento não é tudo na hora de escolher um curso. Mesmo que você não seja bom em determinada coisa, mas a considere um sonho a ser realizado, insista, não deixe de acreditar no seu potencial. 

Obs 1: Vale ressaltar que ainda existem psicólogos que realizam testes vocacionais por um certo custo. 

Obs 2: O famoso site do Guia do Estudante, também disponibiliza um teste vocacional na internet e na play store por meio de um aplicativo de celular.   


Quem faz a faculdade ou a universidade ser boa, é realmente o aluno?


Quem nunca ouviu a velha e clássica frase “quem faz a faculdade é o aluno” ou mesmo “quem faz a escola é o aluno”? Esses são jargões comuns que costumam a ser justificativa de pessoas que frequentam ambientes educacionais não tão prestigiados e de fato eles possuem um certo fundo de verdade, no entanto, pensar na interferência de um ambiente educacional em relação a sua formação pessoal e profissional é um ponto que precisa ser bem avaliado na hora de escolher uma carreira.

  De fato, a aprendizagem, em qualquer instituição de educação, depende muito do estimulo, da vontade e do interesse do estudante. No entanto, pra que essa pessoa progrida com eficiência, é fundamental que ela possua um norte, que muitas vezes está presente na matriz curricular das escolas, faculdades e universidades. Pra poder explicar melhor o porquê de nem sempre ser válida a afirmação de que quem faz a faculdade, universidade ou escola é o aluno, o emtelequitoas resolveu utilizar uma analogia a um jogo que se tornou muito popular entre os jovens desde o ano passado, o Agar.io.

  A lógica desse jogo é bem simples. Nele, o usuário é uma bolinha, imersa em um universo cheio de outras bolinhas que se alimentam umas das outras. Quanto maior sua bolinha fica, mais pontos você acumula.  Agora, imaginem que o universo onde você está contido é o mesmo do Agar.io: 

Na imagem 1, percebemos que a Faculdade Lages possui um limite bem menor de espaço para que você se alimente de outras bolinhas (nortes de conhecimentos) e possa crescer e se tornar uma bolinha gigante. Já na imagem 2, vemos a Universidade do Porco, que possui bem mais espaço de limite para ser explorado pela sua bolinha, que possivelmente crescerá bem mais que no espaço 1.


Mas eu já vi pessoas que se formaram em faculdades pequenas que são melhores que as que se formaram nas grandes. Como você me explica isso?

                
Sim, de fato essas pessoas existem, mas tudo depende do norte que elas se embasaram, portanto essa afirmação não é uma regra. É possível que uma bolinha da Faculdade Lages se torne maior do que uma da Universidade do Porco. No entanto, caso as duas tivessem a mesma vontade e os mesmos estímulos, obviamente a bolinha da Universidade do Porco cresceria bem mais.  


Mas como eu posso saber se uma instituição de ensino é boa ou não? 


O primeiro passo de todos é observar a grade disciplinar do lugar que você deseja estudar. Procure comparar essa ferramenta com a de outros locais que possuam renome no país ou fora dele. Se o resultado for satisfatório, escolha esse lugar. Além da grade você pode também procurar por opiniões de pessoas que já estudaram no local que você pretende escolher. Consulte muitos estudantes ou ex-estudantes para não se ludibriar com afirmações falsas.  


E se eu decidir não fazer o ensino superior? Eu vou ser pior do que quem fez? 


Os salários e as oportunidades de trabalho de quem tem um ensino superior são melhores do que as de que não tem na maioria dos casos. No entanto, isso não significa que você será inferior por não ter formação em uma universidade ou faculdade. Existem pessoas muito mais bem sucedidas e felizes fora dos espaços acadêmicos do que dentro deles. Mesmo assim, é sempre bom aprender coisas novas e se aperfeiçoar em uma determinada carreira que você possua afinidade. Vale lembrar que no ambiente universitário ou acadêmico, o estudante não aprende coisas relacionadas só a sua futura profissão, mas conhece também muita gente interessante e, se andar pelos locais certos, passa também a enxergar o mundo de uma maneira bem mais ampla. 

                

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